Ilha dos Sonhos

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aurora Boreal cada vez mais intensa


A aurora boreal, fenômeno luminoso que ocorre no pólo Norte geralmente na época dos equinócios, está se intensificando desde 2007 e deve atingir o ápice de luminosidade em 2012, segundo a Nasa.
O fenômeno é causado pelos ventos solares que carregam um fluxo contínuo de partículas elétricas liberadas pelas explosões que ocorrem na superfície do Sol. Quando estas partículas atingem os campos magnéticos da Terra algumas ficam retidas provocando a luminosidade intensa pela liberação de energia ocorrida com a colisão destas partículas com as moléculas e átomos presentes na atmosfera.
O fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson, 35, está registrando a evolução do fenômeno. "Agora há dias em que as luzes são tão claras que você pode ler um livro à noite. Elas são mais claras que a lua", diz.
O evento será causado pelo máximo solar, período em que o campo magnético no equador do sol roda num ritmo ligeiramente superior ao dos seus pólos.
O ciclo solar leva em média 11 anos entre um máximo solar e o outro.
O último máximo solar ocorreu em 2000. Segundo a Nasa, o próximo, que ocorrerá em 2012, deve ser o maior desde 1958, quando a aurora boreal surpreendeu os habitantes do México com três ocorrências.
Em 2012, espera-se que as luzes da aurora possam ser vistas até a latitude de Roma. No entanto, caso seja de fato tão intenso, o fenômeno poderá causar problemas a telefones celulares e sistemas de GPS pela liberação de energia num grau mais elevado.

fonte: http://verde.br.msn.com/galeria-de-fotos-bbc.aspx?cp-documentid=26744544
A aurora boreal cada vez mais intensa

A aurora boreal, fenômeno que ocorre no pólo Norte geralmente na época dos equinócios, está se intensificando desde 2007 e deve atingir o ápice de luminosidade em 2012, segundo a Nasa.


Energia na atmosfera

No entanto, caso seja de fato tão intenso, o fenômeno poderá causar problemas a telefones celulares e sistemas de GPS pela alta concentração de energia liberada na atmosfera.




terça-feira, 16 de novembro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DINÂMICA ECONÔMICA E POPULACIONAL: UM OLHAR SOBRE A REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR – BAHIA


Palavras-chave: Região metropolitana de Salvador, Concentração espacial, Adensamento populacional.

O trabalho discute a dinâmica populacional e econômica do estado da Bahia, enfocando a Região Metropolitana de Salvador, com o objetivo de compreender o papel do processo industrial na transformação do cenário econômico e demográfico do estado da Bahia, no século XX, e analisar o contexto dessas transformações e seus rebatimentos no espaço. Com isso, é possível identificar os impactos sócioeconômicos gerados a partir da industrialização da RMS, no território baiano. Considerando os estudos da dinâmica da população e da dinâmica econômica, via industrialização, numa perspectiva em que as relações sociais se configuram como a base para o entendimento desses elementos, faz-se necessário analisar as contradições existentes no fenômeno da industrialização e as conseqüências do mesmo para o modo como a população se organiza no espaço. O mundo moderno é dominado pela sociedade de consumo, que tem na indústria um importante setor da economia, uma vez que provoca o desenvolvimento de atividades que lhe são complementares, gerando oportunidades de emprego. Entretanto, a indústria provoca também a acumulação de capitais em poucas mãos, acarretando com isso uma concentração de investimentos e riquezas e a geração do exército de reserva para o trabalho, provocando assim desigualdade social.
A metodologia adotada partiu da análise documental, com vistas à elaboração do referencial teórico, que embasou esse trabalho. Em seguida, realizou-se a organização de um banco de dados, com indicadores populacionais e econômicos da Região Metropolitana de Salvador (RMS). A base dos dados utilizados compreende informações extraídas do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2000) e os indicadores econômicos da RMS disponibilizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Os dados foram então tabulados, na forma de gráficos e tabelas - que subsidiaram - associados aos dados preexistentes, os resultados e discussões realizados na pesquisa.
A Bahia é a sexta economia do país, sendo a mais importante fora do eixo Sul-Sudeste. Responde por cerca de um terço da atividade econômica do Nordeste. Os anos de 60 e 70 caracterizaram-se pelo desenvolvimento da atividade industrial, que passou a responder por parcela significativa no PIB estadual, impulsionada pela instalação da Refinaria Landulfo Alves, do Centro Industrial de Aratu, do Pólo Petroquímico de Camaçari e da indústria sidero-metalúrgica. Assim, o setor secundário abrange, além da indústria de transformação, a extrativa mineral e a construção civil. O parque industrial foi apoiado pela ação federal, através de incentivos fiscais e financeiros, de investimentos em infra-estrutura e da participação acionária, sobretudo na petroquímica - setor que surgiu em meio ao ciclo de inversões do II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) do governo militar. A concentração de cerca de 70% da indústria de transformação baiana na RMS produziu uma rede de cidades em que a proeminência de Salvador, dificultou a constituição de núcleos urbanos de médio porte. Além disso, atraiu forte contingente migratório, entre 22% (1980-1990) e 18% (1990-2000), de modo que é a sétima região metropolitana mais populosa do Brasil (IBGE, 2003), apresentando fortes desigualdades sócioespaciais.
A concentração industrial, de serviços e de investimentos estatais na RMS, atraiu um forte contingente migratório - 18% (1990-2000), que gerou profundas disparidades econômicas e sociais em relação ao restante do Estado. Na RMS, há sérios problemas: moradia, favelização, desemprego, sub-emprego e dificuldade de inserção social, que demonstram que a política de concentração de investimentos nos espaços ditos dinâmicos promoveu crescimento econômico sem desenvolvimento social equânime.
Ps. Trabalho Apresentado e publicado nos anais da Reunião Regional da SBPC do Recôncavo Baiano 2010.
Sarah Moura.

NELL




Nell é um filme que trata de uma mulher de cerca de 30 anos que foi criada na floresta longe de toda sociedade e civilização, tendo contato somente com a sua mãe e sua irmã gêmea falecida entre 6 a 10 anos de idade. A mãe de Nell sofreu derrame e por isso não possuía uma dicção adequada, era afásica, e se escondia do mundo provavelmente por ter sido foi vítima de estupro e não possuía parentes para lhe amparar. Após a morte de sua mãe, a personagem Nell passa a viver sozinha. O enredo do filme mostra a tentativa de civilizar Nell, nas ações do médico e da psicóloga. No entanto no decorrer do filme surge o seguinte questionamento: Mas será certo civilizar uma pessoa selvagem, sem que ela deseje realmente isso?
Conforme a perspectiva adotada para conceituar cultura, pode-se afirmar que Nell não tinha cultura. Isso seria possível, desde que a base fosse etnocêntrica. Em paralelo, observando-se o conceito de cultura sob o viés relativista, pode-se confirmar a cultura de Nell. A partir dessas noções, traça-se um curioso embate entre o que são cultura e o que não é cultura. Todos os personagens do filme, em princípio, consideram Nell uma selvagem. Nesse sentido, atribuem a ela a não civilização, um comportamento distinto do deles, uma falta de sociabilidade; enfim, os vários requisitos, para se viver em sociedade, sob o prisma deles, a personagem não apresentavam.
Ao se considerar, por exemplo, os rituais que Nell praticava como a maneira como sepultou sua mãe ou a sua ida ao rio à noite para banhar-se ou mesmo o retorno ao local onde sua irmã tinha sido enterrada, não se podem, numa perspectiva relativista, considerar que ela não possui cultura. Ao contrário, ela, mesmo isolada, mantinha a tradição cultural de seu grupo, qual seja, sua mãe e sua irmã.
Quando a personagem passou a manter interações com outras pessoas, o médico e a psicóloga, por exemplo, inicialmente, apresentou sérios problemas de comunicação verbal, entretanto, à medida das interações, ela passa a acumular conhecimentos lingüísticos outros, ampliando seu léxico, restrito até então em razão de seu contato lingüístico ter sido apenas com sua mãe.
Considerando-se a convivência entre Nell, Lovell (médico) e Paula (psicóloga), compreendem-se melhor as questões concernentes aos equívocos que muitas sociedades cometem na tentativa de imposição de sua cultura frente à cultura do outro, ou mesmo, de não consideração da cultura diferente.
A cena do julgamento, ao final do filme, chama à reflexão desses aspectos, posto que Nell mostre a todos naquela audiência o quanto ela é um ser humano, ainda que tenha vivido em condições diferentes das de todos ali. Ela demonstra todo seu carinho, seu medo, sua angústia, sua vontade, enfim, sem nem mesmo falar à língua que os outros queriam que ela falasse, nesse caso, o inglês. Nesse aspecto, a personagem prova que a linguagem humana é universal, que os sentimentos e tudo o que está em torno deles são universalmente produzidos pelo homem.
Retornando, mais precisamente, à questão: Mas será certo civilizar uma pessoa selvagem, sem que ela deseje realmente isso? Qual seria o conceito de selvagem? Civilizar é, necessariamente, tornar uma pessoa melhor?
Desta forma como as culturas são distintas, as línguas também o são, então Nell teria de fato uma língua? Dessa forma, não se deve pensar Nell como uma selvagem, mas sim, como uma pessoa que vive outra cultura, bastante distinta da nossa, nem por isso melhor ou pior. Além disso, seria bastante hipotético, a priori, tecer qualquer tipo de consideração acerca dos desejos dela, tanto que a convivência dos três os fez adaptar seus comportamentos no sentido de entender melhor uns aos outros.
Portanto, pelo menos no filme, constata-se uma convivência pacífica entre Nell e os outros, mostrada na cena final, em que as culturas são respeitadas e não há a imposição de uma das culturas. No entanto, pode-se inferir que Nell sofreu mais adaptações à cultura da cidade que o contrário.
Sarah Moura.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cores reais - A transformação da Groenlândia




O manto de gelo está derretendo - mas isso é motivo de otimismo para os groenlandeses.

Por Mark Jenkins
Foto de James Balog

À primeira vista, a Groenlândia é uma imensidão de brancura ofuscante. No entanto, quando o helicóptero em que estou sobrevoa em baixa altitude a ilha, é impossível deixar de notar as cores. Por quilômetros sem fim, as faixas azuladas da água do degelo acompanham os limites do manto de gelo. Campos esbranquiçados estão agora entremeados de rios sinuosos, entalhados por fendas e salpicados de lagos. Também há o gelo que não parece branco nem azul, mas antes pardo e até preto - escurecido por uma substância conhecida como crioconita. Essas partículas de aparência turva são o principal tema de investigação dos meus quatro companheiros: o fotógrafo James Balog e seu assistente, Adam LeWinter, o geofísico Marco Tedesco e o doutorando Nick Steiner, ambos da faculdade City College, de Nova York.(...)
confira restante da matéria no Link http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-123/degelo-groenlandia-562621.shtml